terça-feira, 15 de março de 2011

Sócrates, o bombeiro

O Primeiro-Ministro apresentou-se ao país como o SALVADOR DA PÁTRIA, é como aqueles incendiários que provocam o incêndio para depois ajudarem a apagar esse mesmo incêndio. É, no minímo, ridículo!
Há muito tempo que os políticos não governam com o povo, mas parece que também já deixaram de governar para o povo, por isso penso que chegou a hora de mudar o rumo das coisas, chegou a hora do povo ocupar os símbolos do poder (Assembleia da República, Palácio de São bento, Palácio de Belém, câmaras e juntas de freguesia) e exigir mudanças profundas na forma como estes funcionam.
Chegou a hora do povo avançar, sem medo, até porque este povo já não tem nada a perder.
Somos gozados todos os dias, quando estes políticos palhaços vão à televisão fingir zangas de comadres, somos ignorados pelos políticos, somos roubados enquanto eles vivem bem e à nossa conta.
Chegou a hora do povo tomar o destino de Portugal e dizer o que deseja para o seu futuro.

Roberto Vinagre

sexta-feira, 11 de março de 2011

Sem comentários...

Basta de incompetência!



Sinceramente já nem sei o que dizer ou o que pensar, só sei que já chega, BASTA!
Será que ainda há algum português, para além daqueles que comem da panela, que acredite em José Sócrates?
Este senhor já deu provas de grande incapacidade para governar, já mostrou ser um mentiroso crónico e deu sinais claros que não é adepto da democracia.
Se estivessemos num país normal o governo era demitido ou já se tinha demitito (ou em último caso o povo já o tinha obrigado a sair), mas como estamos em Portugal nada acontece.
Ninguém tem dúvidas que Portugal está a afundar, alíás este gonerno está a afundar Portugal, mas mesmo assim continuamos a insistir.
Para mim só uma solução para Portugal, primeiro a demissão de José Sócrates e da sua companhia de incompetentes, depois uma maior exigência por parte dos eleitores. Se os eleitores forem mais participativos e mais exigentes, os agentes políticos também vão pensar muito bem antes de qualquer decisão.
Os políticos não são donos de nada, apenas foram delegados por nós, por isso somos nós que podemos e devemos retirar o poder a esses políticos se não cumprirem o que estabeleceram no seu programa eleitoral.
No meu caso não dou segundas oportunidades a políticos que não cumpram o que prometeram, ou fazem o que colocaram no programa ou então não contam com o meu apoio.
Não tenho dúvidas, quero um Portugal melhor e com futuro, por isso vou estar na manifestação do dia 12 e vou fazer ouvir o meu descontentamento.
Mensagem para o Primeiro-Ministro: Senhor "Engenheiro" José Sócrates tem toda a razão quando diz que foi eleito pelos portugueses, mas não se esqueça que neste momento já não tem o apoio de grande parte dos portugueses, por isso tenha vergonha (pelo menos uma vez na vida) e peça a demissão.
Para mim chega!

Roberto Vinagre

Eu vou!


Se estás farto de políticos corruptos e incompetentes (e aposto que conheces bastantes), vem para a rua manifestar a tua desilusão e exigir mudanças no teu país!
Portugal ainda tem solução!
Eu vou!

Roberto Vinagre

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sei que não vou por aí!

Cântico negro

José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

(Não vale a pena agarrarem-me no braço e muito menos dizerem-me "vem por aqui", porque eu vou apenas para onde me levam os meus próprios passos)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Continuamos mal...

Mudaram os rostos do poder local no concelho, mudou a vontade, mudou a energia, mudou a abordagem, mas há muitas coisas que insistem em continuar sem mudanças.
Hoje venho aqui desabafar relativamente aquilo que mais me diz respeito, a História das Alcáçovas, que, na minha opinião, continua a ser ignorada ou posta em terceiro ou quarto plano.
Neste momento existem vários especialistas em História naturais do concelho, e mais concretamente das Alcáçovas, e a investigação continua por fazer. Aqui vai a pergunta: esses especialistas estão a ser aproveitados pela câmara ou pela junta? 
Se há necessidade de se investigar e se há pessoas competentes para o fazer, não consigo perceber o que falta para se avançar. Será que as entidades locais não reconhecem competência aos especialistas do concelho? 
Recentemente fui surpreendido com um novo projecto da Junta de Freguesia das Alcáçovas, no novo site existe um link que se chama "Museu Digital de Alcáçovas", que tem o objectivo de informar as pessoas relativamente à História das Alcáçovas, o objectivo é bom, muito bom, mas ficam muitas dúvidas.
Estive a ler com atenção o que está escrito nos artigos e, para além de ficar surpreendido com os coordenadores escolhidos, fiquei com uma sensação de "déjá vu".
Das duas uma: ou se faz investigação a sério, para se acrescentar ideias novas, ou então faz-se um resumo daquilo que já está feito. No caso do tal museu penso que optar pela segunda opção foi a hipótese mais atractiva. É fácil, muito mais fácil.
Parece-me que este projecto ainda está no inicio por isso ainda pode crescer, tem espaço para crescer, mas não nos moldes em que foi construído. 
Alcáçovas tem uma História valiosa, uma História que se vai perdendo com o tempo, é a memória da vila, mas que não está estudada. 
Penso que a Junta de Freguesia das Alcáçovas não precisa copiar aquilo que os outros fizeram ou fazem, Alcáçovas tem o seu próprio espaço, tem as suas próprias tradições e tem pessoas que querem desenvolver esses projectos de forma desinteressada, apenas por amor à sua vila, vila onde nasceram e cresceram.
A Junta de Freguesia tem a obrigação de corresponder positivamente à disponibilidade e vontade dessas pessoas, porque são essas pessoas que vão construir o futuro das Alcáçovas.
Comecei a estudar a História das Alcáçovas muito cedo, nunca cobrei nada por isso a ninguém, porque sou alcaçovense e essa é a minha obrigação. E como eu há muitas pessoas que pensam como eu.
Termino este artigo com um apelo directo à Junta de Freguesia das Alcáçovas: Por favor voltem aos objectivos iniciais defendidos pelo movimento, envolvam os alcaçovenses nas vossas iniciativas, trabalhem com e para os alcaçovenses!
Cumprimentos,

Roberto Vinagre


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A minha escolha...


No próximo domingo vamos ser chamados a votar novamente, desta vez para a Presidência da República, por isso devemos fazer uma análise ponderada e realista.
Relativamente ao candidatos vou considerar apenas três, dado que os outros três nem merecem as minhas palavras. Fernando Nobre podia representar a mudança, mas ficou-se pela vontade, não tem carisma, nem fibra para tal, por isso representa qualquer coisa, mas não tem perfil para presidente.
Manuel Alegre é um homem pouco ponderado, gosta de viver em constante revolução, gosta de encarar a política com uma guerra e o país como um campo de batalha. A sua candidatura é alimentada unicamente por questões de ambição pessoal. Sinceramente não sei como seria Portugal tendo como presidente uma pessoa assim, dá para imaginar?
Ora bem, Cavaco Silva não é o candidato que eu escolheria para estas eleições, mas é o melhor das escolhas possíveis. Cavaco Silva é muito conservador, representa um Portugal do passado, assente em valores ultrapassados. Para além disso não me agrada o facto de andar de braço dado com a igreja católica. No entanto é um homem ponderado, é um homem que sabe estar na vida pública de forma discreta, e é isso que Portugal precisa neste momento.
Um presidente não governa, por isso não percam tempo com histórias do passado, não percam tempo com argumentos hipócritas.
Considero que a campanha foi vergonhosa, não houve ideias em debate, apenas calúnias, diz que disse, e muito lavar de roupa suja. Isto não é fazer política, é apenas usar o dinheiro dos portugueses de forma errada e imoral.
Gostaria ainda de fazer um comentário às campanhas nos blogs concelhios, no blog "Barbearia Ideal" só deu Alegre, tudo em Alegre era bom, sempre que se falou de Cavaco Silva era apenas para dizer mal e caluniar, o que também não me espanta dado que se trata de um blog socialista e para já de proveniências duvidosas, embora já não seja segredo quem escreve no blog. Aproveito para desafiar o autor do blog a tornar público o seu nome, para podermos debater com maior clareza.
No blog "Alcáçovas" assistimos a um ping pong curioso, já não foi a primeira vez que isto aconteceu, mas agora foi muito engraçado, uma espécie de jogo de forças para ver que dizia mais coisas do seu candidato. Não é tão importante o que se diz, o importante é quem diz mais.
Estes não são os meus candidatos preferidos, preferia outros, mais independentes, mais novos, mais modernos, mais atentos, mais desinteressados, mas entre os que se apresentaram penso que a escolha é simples: CAVACO SILVA!
Cumprimentos,
Roberto Vinagre

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

E o chocalho de ouro vai para...


Já não escrevia no meu blog há muito tempo, mas falta-me tempo e paciência. Tenho visitado os outros blogs com alguma regularidade, de forma a estar sempre informado do que se vai passando pelo Concelho de Viana do Alentejo.
Tenho muito para dizer e comentar, mas para já vou limitar-me a falar de um certo de tipo de pessoas que circulam no concelho (no nosso e nos outros também), aquelas que abanam o rabo à procura de benefícios junto dos órgãos do poder local.
Já viram certamente, sobretudo quem passa muitas vezes em frente das juntas ou câmara, pessoas que vão entrando e saindo com muita regularidade, e nós nem percebemos porquê, dado que não foram eleitas pelos eleitores para cargos ou funções nesses órgãos. A crise é grande, as ofertas de emprego são escassas e todas as oportunidades devem ser aproveitadas. Devemos julgá-las por isso? Claro que não. Apenas tentam sobreviver.
Ora bem, os grandes culpados deste entra e sai são os responsáveis por esses órgãos locais, que vão dando esperança a essa gente, esquecendo eles próprios que estão a ocupar um cargo temporário e a usar recursos de todos nós.
Quando chegam as eleições levamos uma pancadinha nas costas ao mesmo tempo que nos dizem contar connosco, garantem que estão ali por amor à camisola e que nada querem, apenas o bem do município, depois das eleições ocupam cargos estranhos e desnecessários, recebem salários imorais e desfilam como se fossem os donos do mundo. 
Os alcaçovenses dizem com tristeza que a nossa terra é melhor madrasta que mãe, e eu tenho de concordar plenamente. Muitas vezes, ou quase sempre, valorizam-se mais as ideias dos outros do que as dos alcaçovenses. Permitam-me que partilhe essa tristeza.
Será que não se consegue destingir a cordeiro do lobo? Será que não se consegue destingir os que fazem as coisas por prazer e os oportunistas? Será que não se quer simplesmente fazer essa distinção? 
Moral da história: fazer uma escolha é definir o nosso futuro, por isso devemos estar preparados para as consequências dessas escolhas.
E já agora o chocalho de ouro vai para todos aqueles que não vão contar comigo novamente!
Cumprimentos
Roberto Vinagre

(PS - Ao escolher o chocalho apenas quis acompanhar a febre chocalheira que vai na nossa freguesia, o palácio é que não devem achar piada, porque passou para segundo plano, realmente há coisas engraçadas.)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010