quarta-feira, 14 de julho de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Já passaram 9 meses!

Não restam dúvidas, o concelho de Viana do Alentejo está melhor, e em boas mãos! Claro que nem tudo são rosas, mas de uma forma geral a mudança está a resultar.
Estive em silêncio este tempo todo, por considerar que não tinha nada para dizer, porque não é meu estilo criticar por criticar. Agora vou fazer um balanço destes 9 meses de executivo socialista, vou analisar os aspectos positivos, comentar os negativos e deixar algumas sugestões.
Hoje, dia 11 de Julho de 2010, o concelho de Viana está mais calmo, longe vão os tempos em que presidente de câmara e de juntas não se falavam ou trocavam acusações, longe vão os tempos em que meros funcionários tomavam decisões importantes na câmara.
Agora há vontade para fazer as coisas e as coisas vão aparecendo feitas, se o anterior presidente da Junta de Freguesia das Alcáçovas nem podia mudar as portas do palácio ou limpar o interior do palácio, isso hoje já está feito! Não era uma questão de dinheiro, era simples ignorância, falta de vontade política e uma certa esperteza saloia.
Ainda se lembram dos velhinhos candeeiros da Praça da República das Alcáçovas? Pois é, já mudaram de cara.
Havia um sentimento de desleixo e agora há vontade de fazer diferente, só isto já vale bem a mudança.
Mudou também a forma de abordar as coisas, agora há diálogo, há vontade de ouvir, há vontade de partilhar ideias, há vontade de aprender com os erros.
Já passou o "estado de graça", já houve tempo para perceber a situação em que se encontrava a câmara e juntas, já houve tempo para contratar as pessoas necessárias, já houve tempo para colocar a papelada em ordem, já houve tempo para tudo isso, agora queremos mudança a sério, queremos cortes com o passado, queremos mais acção, mais MOVIMENTO!
Deixo aqui os meus sinceros e rasgados elogios ao executivo da Junta de Freguesia das Alcáçovas, chefiado pela Sara Pajote, pelo seu trabalho constante, pela valorização das Alcáçovas e pelo diálogo permanente. 
Alcáçovas tem hoje uma Presidente da Junta culta, inteligente, séria, presente e que tem vontade de trabalhar pela sua terra, uma coisa que já não acontecia há muito tempo.
No que diz respeito à Câmara de Viana do Alentejo tem pessoas com vontade de fazer diferente, mas até agora ainda vi poucas coisas diferentes, apenas mudou a vontade e a forma de abordagem porque o resultado ainda está muito próximo do antigo executivo.
Se não há dinheiro, como dizem que não há, então é necessário fazer opções, mesmo que estas impliquem perder popularidade.
Não percebo a realização de tantas festas no concelho, muitas delas sem qualquer qualidade, organização ou objectivo, era assim com o antigo executivo, continua com o actual.
O 25 de Abril continua a ser comemorado da mesma forma, com direito a fogo-de-artificio, a feira das associações continua sem fazer sentido, a mostra de doçaria não mudou, e agora resta saber como vai ser a feira das Alcáçovas, uma espécie de festa moribunda que não reanima apenas com uma injecção de boa vontade. 
O maior erro da câmara municipal foi a gravação de um cd com fotografias da recolha de lixo, já vi o cd várias vezes e continuo sem perceber a sua utilidade. Foi, claramente, dinheiro mal gasto.
De uma forma geral há muita vontade de mudar, mas também é verdade que não é fácil quebrar vícios que estão enraizados há 16 anos, onde cada um tentava dar nas vistas e onde cada qual fazia o que queria.
Os funcionários da Câmara Municipal têm de perceber que há uma hierarquia para respeitar e que há tarefas estabelecidas, cada um tem de cumprir a sua, senão o resultado final não será o mesmo.
Na gestão de uma câmara nem tudo sai bem, nem tudo sai como planeado, no entanto o segredo do sucesso está na humildade de reconhecer os erros e tentar corrigi-los.
Faço um balanço fracamente positivo destes 9 meses e continuo a apoiar todas estas pessoas que dão o seu melhor diariamente.
Deixo também uma mensagem aos críticos, não deixem apenas criticas, deixem também sugestões, o que está em causa é o futuro do Concelho de Viana, apenas isso.

Roberto Vinagre


segunda-feira, 21 de junho de 2010

O regresso...

Sei que tenho estado muito ausente dos blogs, mas estou muito atento aquilo que acontece no Concelho de Viana do Alentejo.
A qualidade dos blogs não se mede pela quantidade de posts, mas sim pelos conteúdos!
Ninguém tem o direito de dizer aos editores dos blogs quando devem escrever, com que regularidade e muito menos o que devem escrever. Ninguém deve exercer qualquer tipo de pressão ou influência!
Para já, registo com tristeza o facto dos comentários (e alguns blogs) continuarem a ser anónimos. Há coisas que não se justificam, o Blog "Barbearia Ideal", é um blog que defende o 25 de Abril e os seus valores, no entanto continua a alimentar a clandestinidade. E o mais engraçado é que todas as pessoas sabem quem é o seu autor.
Outra coisa que registo é o facto dos blogs continuarem a criar e alimentar polémicas, muitas vezes da vida privada de terceiros. As pessoas utilizam os blogs para vinganças pessoais, para criarem divisões e desconfianças.
Passaram os tempos quentes das eleições autárquicas, mas o nível dos blogs continua muito baixo!
Estou de volta, há muitas questões sem resposta, há novas caras, há novas decisões, há novos projectos, há novas vontades, e já passaram vários meses da tomada de posse da nova câmara e da nova junta.
O que foi feito? O que continua por fazer? O que tem feito a oposição? O PSD de Viana ainda está vivo?
Em breve vou voltar com respostas para estas questões e muitas outras.
Até breve...

Grupo Coral Feminino Paz e Unidade de Alcáçovas



Roberto Vinagre

sábado, 5 de junho de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Associação Amigos das Alcáçovas

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Se fosse hoje...

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O "Engenheiro" Sócrates podia aplicar estas leis, aposto que conseguia recuperar as contas do Estado rapidamente...
É melhor não dar ideias!

Roberto Vinagre

quarta-feira, 31 de março de 2010

AAA - Que futuro?

A Associação Amigos das Alcáçovas está a viver um período eleitoral que vai decidir o seu futuro nos próximos 2 anos.
Considero a AAA uma associação fundamental para o desenvolvimento das Alcáçovas, para a preservação da sua memória colectiva e das suas tradições.
Todos estamos de acordo que uma pessoa não é nada sem a sua memória, aquilo que fez é aquilo que a caracteriza, é aquilo que a define, isso também se aplica a um país ou a uma vila como a nossa.
Alcáçovas precisa da sua memória para se definir, não basta dizer que Alcáçovas é uma vila com História, temos de estudar essa História, temos de perceber a sua evolução histórica e social. É triste ver os documentos a apodrecer, é triste ver os monumentos no estado em que estão, é triste ver as tradições, festas e romarias a acabar, ano após ano, vão definhando pouco a pouco, até que um dia não restam mais que leves recordações.
Será que é isso que queremos? Leves recordações?
Estou certo que os alcaçovenses querem muito mais que isso, querem ver a sua linda vila bem cuidada e toda a sua memória preservada e devidamente documentada.
Essa deve ser a grande tarefa da Associação Amigos das Alcáçovas.
Nós, alcaçovenses, temos o dever de cuidar da nossa vila, não podemos ficar à espera que sejam os outros a fazer isso por nós!
Claro que a associação tem recursos limitados e depende de organismos como a câmara ou a junta de freguesia, no entanto não podemos deixar que isso nos sirva como limitação, a ambição é saudável até certo ponto. Uma associação como a AAA não pode ambicionar a realização de projectos que exijam muito dinheiro, nem que ultrapassem os seus objectivos. "A César o que é de César, a Deus o que é de Deus".
É fundamental um maior envolvimento dos sócios na vida interna da associação, não basta pagar as cotas, é dever dos sócios exigir informações sobre a vida financeira da associação, dos seus projectos e tudo aquilo em que está envolvida, e é dever da direcção disponibilizar essas informações.
Não podemos deixar que uma associação, esta ou outra qualquer, se torne um grupo fechado, sujeito às vontades ou interesses de uma ou duas pessoas. Uma associação é de todos e deve estar aberta a todos.
Neste período eleitoral o que eu mais desejo é que os alcaçovenses, de uma forma geral e sobretudo os sócios, percebam a importância desta associação e se unam em torno dos seus objectivos e projectos.
Pertencer a uma associação é uma tarefa muito importante, mas feita em part-time, todas as pessoas dão um pouco do seu tempo e das suas ideias, sempre com um único objectivo: fazer alguma coisa pelo desenvolvimento da sua vila, cidade, aldeia ou país. Quem está numa associação deve estar por amor e não por obrigação ou interesse.
É o passado e o futuro da nossa vila que está em causa, por isso não podemos baixar os braços, não podemos inventar desculpas, não podemos virar as costas! Alcáçovas precisa de nós!
Alcáçovas pode contar comigo, sempre!

Roberto Vinagre

sábado, 27 de março de 2010

Hora de abdicar!

A vida tem várias fases que devemos aceitar com naturalidade e com o sentimento de dever cumprido.
Iniciamos a vida a aprender, somos uma espécie de caixa, completamente vazia, onde vamos colocar todas as aprendizagens que nos vão transmitindo. Depois vamos ter a oportunidade de colocar essas aprendizagens em prática, vamos ter a hipótese de experimentar aquilo que aprendemos, numa sociedade em constante transformação. Podemos errar, mas também podemos corrigir os nossos erros, e nunca devemos fugir às nossas responsabilidades.
Na fase seguinte passamos para o lugar de "mestres", em que formamos uma equipa com os mais novos, com o objectivo de transmitir tudo aquilo que aprendemos, mas deixando que sejam eles a fazer.
Na última fase da vida humana, passamos a observadores, não devemos interferir muito, apenas observar e contribuir sempre que existam dúvidas.
Quando falamos em pessoas mais velhas, falamos de pessoas que já viveram muito, que têm muitas experiências, que têm muito saber.
Na última fase cada uma dessas pessoas deve abdicar de querer participar activamente daquilo que deve ser da responsabilidade dos que estão nas fases anteriores.
Cada pessoa que chega à última fase deve ter a humildade de perceber que deve dar espaço aos mais novos para que estes possam crescer e dar o seu contributo para a sociedade, o contrário será puro egoísmo ou vaidade pessoal.
Em Portugal existe essa dificuldade, as pessoas agarram-se aos cargos, agarram-se aos lugares, e muitas vezes só os largam quando são obrigados, ou pela doença ou pela morte.
Será que tem de ser assim?

(É preciso ser mais claro?)
Roberto Vinagre